segunda-feira, 21 de maio de 2012

Xuxa e sua patética entrevista no Fantástico


Por Nice Abreu
 Maria das Graças Xuxa Meneghel  mais conhecida como rainha dos baixinhos conseguiu aumentar a audiência do Fantástico neste domingo dia 21 de maio de 2012, que há tempos, estava perdendo para  programas sensacionalistas. Com seu depoimento corajoso, mas patético,  Xuxa  emocionou muita gente com declarações  sobre sua vida.
Muitas revelações foram feitas , mas confesso que me faltou informações sobre grandes polêmicas  que nem chegaram ser mencionadas na entrevista como:

1) Por que esconder tanto o filme pornochanchada com aquele ator menor de idade?
2) Sua história com Sérgio Mallandro… como foi?
3) Seu convivio com  Marlene Mattos?
4) “Cãozinho Xuxu” de trás pra frente é pacto com o diabo mesmo, Xu?
Talvez, quem sabe, no domingo próximo sem audiência, e sem assunto o fantástico resolve levar ao ar as perguntas pendentes.

    A Loira diz ter orgulho de ser  suburbana, lembra com carinho dos momentos bons que  Bento Ribeiro, proporcionou como o som do trem, o banho de sol na laje. "São coisas que não saem da minha cabeça, eu adoro"! Diz a Rainha.
 Xuxa tem cinco irmãos,  conta que Sola era um pouco distante, a Mara era mandona, o Cira quase não falava e Blad  era o que sempre  cuidava de mim. Aloira com lágrimas no olhos revela   que viveu em um regime militar, pois não chamava seu pai de pai e sim, de senhor, que só faltava bater continência para ele e que somente no Natal recebia um beijo do pai.

 A rainha dos baixinhos  diz que começou sua carreira  aos  16 anos e que foi uma coisa estrondosa. As pessoas começaram a chamá-la demais para fazer fotografia e que aos  17 anos  já sustentava a família. Segundo a loira  Maurício Sherman a chamou para trabalhar na televisão dizendo que ela tinha uma coisa de Peter Pan,  uma coisa da Marilyn Monroe, tem o sorriso da Doris Day. "Eu acho que criança vai gostar".

  Quanto aos  amores ela diz que nunca fui muito namoradeira mas se  arrepende muito, fala que deveria ter aproveitado mais, mas que  chamava muita a  atenção  de homens mais velhos,  isso lhe  me deu muito problema. "Eu tinha 17, fui fazer a capa de uma revista e era ‘Minha liberdade vale ouro’. E ele mandou chamar uma morena, uma loira, uma negra e uma ruiva. Todas vestidas de dourado. A morena era a Luiza (Brunet), a loira era eu. Só que na foto ele (Pelé) virou um pouco mais pra mim, então ele saiu com a mão mais me tocando. E as pessoas queriam saber quem era essa pessoa que ele saiu mais virado. E começaram a falar que a gente estava namorando, e eu não estava namorando. Ele tinha convidado todo mundo para sair depois dessa foto. Na realidade ele gostou foi da Luiza. Mas a Luiza era casada. Aí ele começou a conversar comigo, ligava bastante, queria falar com a minha mãe, mandava flores para minha mãe. E as pessoas começaram a falar cada vez mais. E um dia ele me deu um beijo. Me deu um frio na barriga, aí eu achei que estava gostando dele. E ele foi uma pessoa muito importante pra mim, eu gostei muito dele. Aprendi muita coisa boa, muita coisa ruim. Eu fiquei seis anos com ele. Ouvia muita gente falar que era porque ele era conhecido, ser famoso. Esse foi um dos motivos que eu quis me separar dele logo no início quando eu vi que estava gostando de verdade dele. Pena que eu era muito nova e ele muito conhecido e bem mais velho e não deu valor a isso". revela a loira com ar de recentimento.


Quanto ao namoro com Airton Senna Xuxa fala com emoção, diz que eles pareciam ser almas gemeas. "Senna era muito rápido e quando a gente ficava junto, a gente não se largava, foi um negócio muito doido. Era como se tivesse uma coisa que  se encaixava".  Senna foi a  única pessoa que ela pensou em se  casar. A rainha fala também do encontro com seu ídolo  Michael Jackson, em que sua assessoria, estava querendo que ele casasse e tivesse filhos com ela. Xuxa diz que  não rolou porque só  fica com a pessoa quando se  apaixona.

O preço da fama Eu não tinha liberdade nenhuma, eu não tive privacidade nenhuma por um bom tempo. Antes de eu entrar em qualquer lugar as pessoas tinham que entrar na frente pra ver se tinha gente embaixo da cama, dentro dos armários e muitas vezes encontravam gente no armário, gente embaixo da cama. Até hoje eu acho que o preço mais alto é isso. Eu não tenho liberdade pra fazer as coisas que eu gostaria de fazer às vezes. Eu não me privo de ir a um shopping, eu não me privo de fazer compras, mas é meio que quase um evento. Às vezes eu atrapalho as pessoas, às vezes as pessoas nas lojas se sentem mal porque muita gente começa a querer entrar, quebrar, arrebentar. Então eu me sinto muito mal com tudo isso. Se eu vou num lugar público, eu acabo atrapalhando, seja o que for. Uma vez o Mickey veio falar comigo, falou que me amava, escreveu, porque eles não podem falar. E foi correndo chamar a Minnie. E minha filha do lado: ‘Pô, mãe, até o Mickey e a Minnie’. ‘Pô, Sasha, desculpa’.


A mulher A coisa mais difícil é o cara me aceitar do jeito que eu sou. Eu sou complicada pra caraca. Eu sou muito independente, eu gosto de fechar a porta do meu carro, gosto de dirigir, não gosto que ninguém pague as minhas contas, eu gosto de liberdade, já que eu tenho tão pouco.

Não abro mão de ficar perto da minha filha por homem nenhum. Meu trabalho está na frente porque também é uma coisa que eu preciso pra poder ajudar todo mundo. Minha fundação depende de mim, minha família depende de mim, minha filha. E eu preciso disso pra me sentir viva, me sentir melhor.
      (...) Eu estava crente que quando eu chegasse aos 50 ia chegar calminha. Que nada! Aí se você me perguntar, eu vou dizer: ‘Faz falta, faz muita falta’. Em quatro paredes, eu dependo muito do cara. Mas até chegar em quatro paredes é que a coisa complica. Quando chega nas quatro paredes, eu e ele, ele e eu, aí eu não penso em mais nada. Não penso em trabalho, não penso em nada, não penso em ninguém. Aí as poucas pessoas que me conhecem dizem assim: ‘Nossa, mas eu não achava que você era assim!’ Por quê? Como eu ia ser? Queria muito saber o que passa na cabeça das pessoas.

 A luta Quando me chamaram pra fazer a campanha do ‘Não bata, eduque”, que seria para tentar mudar a cabeça das pessoas. E descobri que as crianças que estão na rua, 80% das pessoas que estão nas ruas se prostituindo - a palavra nem seria essa, porque elas não sabem o que estão fazendo -, roubando, se drogando, sofreram algum tipo de abuso dentro de casa. Algum tipo de violência dentro de casa que fez com que ela saísse.(...)  Isso me dá um embrulho no estômago porque eu consigo não só me colocar no lugar delas, como eu abracei essas causas todas porque eu vivi isso. Na minha infância até a minha adolescência, até os meus 13 anos de idade foi a última vez.

Pelo fato de eu ser muito grande, chamar a atenção, eu fui abusada, então eu sei o que é. Eu sei o que uma criança sente. (...) Eu não me lembro direito porque eu era muito nova, eu me lembro do cheiro. Tinha cheiro de álcool, tinha cheiro de alguma coisa e eu não sei quem foi. E depois aconteceram muitas vezes. Parou aos 13 anos, quando eu consegui fugir. Agora tem essas coisas que pra mim doem, me machucam, me dão vontade de vomitar.(...) E até hoje, se você me perguntar por que aconteceu comigo, eu ainda acho que foi por minha culpa. E a gente não pode pensar assim. Porque a criança não tem culpa, a criança não sabe. O cara, o adulto, o homem, a mulher, a pessoa que faz isso com uma criança sabe, mas a criança não.

      

O que eu vi da vida Eu vi o que poucas pessoas puderam ver. Eu senti o que poucas pessoas puderam sentir. Eu vivi o que pouquíssimas pessoas puderam viver. Eu vi o amor verdadeiro através da minha mãe. Eu vi o amor verdadeiro através das crianças. Eu acho que poucas pessoas viram ou viveram isso. E eu vivi um grande amor na minha vida que foi rápido.(..) E as outras coisas que eu vi que eu não gostei, parece que eu vi um filme, parece que eu não vivi. Então eu deixo só as coisas boas.

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