sexta-feira, 8 de julho de 2011

Cãozinho viciado

 Eu tinha um cãozinho da raça vira lata, recebeu o nome de Tulio em homenagen ao jogador de fultebol.
Tulio era muito  esperto e muito inteligente. Quando estava com sede e sua vasilha estava sem àgua,  ele não perdia tempo,  ia até ao banheiro e ficava olhando para o vaso sanitário e  pronto, dali não saía , era um aviso para saber que ele queria água.

Tulio não comia outro biscoito a não ser recheado de chocolate, e não saia de dentro de casa. Não gostava de banho, isso era seu maior tormento , pois, quando eu  pegava a mangueira ele já sabia que era hora da sua higiene semanal e corria,corria muito sem ninguém conseguir pegá-lo.
Ele só fazia suas necessidades na rua era bastante educado. Me levava todos  os dia no ponto do ônibus e só voltava para casa quando eu ia embora. Me fazia pagar micos porquê, um dia ele me levou no ponto de ônibus no domingo em que eu estava indo para a praia, ele sabia que eu não ia trabalhar. Eu esperei  minha condução sentada no ponto, ele ficou lá quietinho, quando chegou meu õnibus dei um adeus para ele, mas ele não foi embora, entrou junto comigo, eu mandava ele sair e ir embora mas nada, ele queria ir comigo.Acreditem amigos! ele não desceu enquanto eu não desci e trouxe ele de volta, ainda tive que ouvir as ladahinhas dos passageiros,  Leva o Tulio para a praia! leva, leva...

Um dia Tulio se revoltou sem a gente saber o porquê. Todas as noites o cãozinho chorava - e chorava muito. Os vizinhos já estavam reclamando e eu não sabia o que fazer. Resolvi soltá-lo e abri o portão para que ele fosse para a rua. Tulio foi feliz da vida, passou a noite na rua e  voltou de manhã. Dormiu o dia todo que passou ser  uma rotina na vida deste cão. Ele não me levava mais no ponto, não gostava de brincar, pois só dormia, dormia o dia inteiro.

Os meses se passaram e Tulio continuava com suas saídas sem a gente saber o que ele fazia. Resolvi segui-lo pois, já estava preocupada com meu cão. Abri o portão, ele saiu, fui atrás de Tulio e descobri o que o safadinho estava fazendo. Fiquei de boca aberta e surpresa,  devido não saber que aquilo que eu estava presenciando acontecia também, com os animais. Gente! ele estava fumando maconha! isso mesmo! fumando maconha. Ele chegou até a boca de fumo ficou deitado perto do rapaz que estava vendendo o produto. O  vendedor além de vender o vício usava e acariciava  os pelos do  meu cãozinho soltando baforadas na cara do Tulio. Eu comecei a chamar Tulio! Tulio! e nada , ele nem deu bola para mim, só voltou de manhã.

 O tempo se passou e Tulio continuou com suas saídas e seu vício, não passava mais as noites em casa. Um dia como era de costume, Tulio chegou de manhã e dormiu o dia todo mas não acordou mais. Morreu de overdose.Triste saber que o vício é capaz de matar tb os animais

Nenhum comentário:

Postar um comentário