terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Claudia Ventura retrata as faces do espetáculo “Amor Confesso"

Claudia Ventura e Alexandre Dantas dividem o palco do Centro Cultural do Correios com uma interpretação invejável. Dois atores retratam os contos de Arthur de Azevedo sobre o “Amor’ e a realidade do casamento com uma categoria peculiar, de ambos, que se revelam em “Amor Confesso”. A interação do casal em cena  transforma as histórias na melhor qualidade teatral fazendo jus aos elogios que vem recebendo do publico e da crítica. 


















A produção usa como cenário um fraque do lado direito e do esquerdo utiliza o vestido de noiva herdado da mãe de Claudia. Elementos que formam uma arte cênica dividida apenas com uma cadeira, o piano juntamente com seu condutor Roberto Bahal que interage com os atores com músicas que encaixam adequadamente a cada história.

                                                                                                                                  
Claudia conversa com o “Fale Mulher”  e explica como foi que eles montaram este belo espetáculo.
Fale Mulher:  Claudia como é participar desta peça?
 Claudia Ventura: Olha!  É uma alegria, uma realização, um projeto meu e do Alexandre. A gente  convenceu uma empresa grande como os correios, que nosso projeto valia a pena e  conseguimos o  patrocínio. Foi uma realização de um sonho, pois, cada vez que a gente sonha em  fazer um projeto e consegue realizar, tem uma boa crítica e uma melhor aceitação  do publico  é um presente de Deus.
Fale Mulher: Como é interpretar assuntos tão reais como os textos de Arthur de Azevedo?
 Claudia Ventura: O Arthur é um autor muito impressionante  porquê por mais que ele tenha escrito nos anos de 1890 e 1903 que são os últimos anos que ele escreveu os contos montados aqui, é muito atual. Ele fala do ser humano, da essência humana, isso não perde a validade, é eterno. Por isso é gratificante e interessante fazer  esses personagens que dá essa  visão do Rio de Janeiro.
Fale Mulher: A peça fala muito do casamento, o peso dele. O que a Claudia, acha do casamento?
 Claudia Ventura: Eu já fui casada há dez anos , me separei, achei que era eterno, não foi. Sobre o casamento a verdade é que todos querem viver essa experiência. Quem tá fora quer entrar, quem tá dentro quer sair. A minha experiência, com o Xande,  é maravilhosa, somos amigos há muito tempo e agora somos namorados. É muito interessante poder tá falando e ensaiando um casamento em cena antes de dividir a vida real,  Nós trabalhamos há vinte anos juntos e temos muita intimidade. Isso ajuda a gente se divertir e trazer o publico  a participar e se divertir também.
Fale Mulher: Como foi sua participação no festival internacional de cinema em Barra do Pirai?
 Claudia Ventura: Eu fui convidada para ser jurada,  mas não pude ir fisicamente mas já participei de outros festivais com o grupo de mulheres, um grupo de humor  chamado “Grelo Falante”, que já ganhou um prêmio. O espetáculo  está com uma  indicação ao prêmio Shell  de melhor direção com a Inês Viana, assim,  nosso espetáculo vai construindo uma carreira. Já fui indicada ao prêmio Shell como atriz e sei como essas coisas são importantes.
Fale Mulher:  E na televisão?
 Claudia Ventura:  O último  trabalho foi “Separação”(Rede Globo), um programa de humor,  com o Vladimir Brichta  e Débora Bloch com direção de José de  Alvarenga Jr. Agora é um tempo para o teatro.
Fale Mulher: Planos para 2012?
 Claudia Ventura: A gente quer construir uma carreira completa com este espetáculo. Viajar com essa história, e conseguir que mais gente assistam a gente , viajar pelo Brasil, este é o nosso projeto.

A temporada do espetáculo ”Amor Confesso” tem a direção de Inês Viana, elenco  com Claudia Viana ,Alexandre Dantas, e o pianista Roberto Bahal. Estará em cartaz até 15 de janeiro no Centro Cultural dos Correios, no Rio de Janeiro, Recomendo a todos. Excelente  programa!

















Por Nice Abreu@falemulher

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Aurora da minha vida. Musical que traz saudades da infância querida.


Helga Nemeczyk,  é atriz, bailarina, cantora e cineasta.  Formada pela UNESA-RJ, nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em 5 de dezembro de 1980. Posse de um currículo promissor esta jovem de nome original da  Alemanha atuou com  sucesso em grandes musicais da  Broadway encenados nos palcos cariocas  como  Baby: O Musical”,  Evita Perón   e atualmente  vem roubando as cenas como a gorda do Musical “Aurora da Minha Vida” texto de Naum Alves de Souza. Também é presença marcante nas noites de sábado no programa Zorra Total da Rede Globo de Televisão onde contracena com o ator Nelson Freitas  interpretando o casal Darcênio e Dorinha.

Em " Aurora da Minha Vida – Um Musical Brasileiro”,  Helga Nemeczyk interpreta a Gorda uma menina que sofre todos os tipos de brincadeiras e preconceitos e acaba sempre repetindo de ano.  Roberto Gnattali integra a equipe como diretor musical nesta nova montagem  juntamente com os cantores-autores Helga Nemeczyk, Ana Velloso, Ester Elias, Vera Novello, Andre Dias, José Mauro Brant, Thelmo Fernandes e Victor Maia.



Helga falou ao blog Fale Mulher que foi um presente  ser convidada para fazer o musical “Aurora da Minha Vida”.  "A minha personagem  é linda me  apaixonei por ela desde o começo. Eu já conhecia o texto,  mas nunca imaginei fazer ,foi um presente de Deus,  estou muito feliz em fazer esta personagem” diz a atriz.  Sobre o musical ela ressalta que  é muito tranqüilo levar as 30 canções  dentro do espetáculo  porquê eles estão acostumados,  e com bastante ensaio os atores conseguem fazer um trabalho legal. Segundo Helga   os musicais que já fez na vida são muito gratificantes e sempre que  aparece algum para fazer ela pega  no ato. Sobre o programa Zorra Total ela destaca  que é um trabalho bacana que faz há 6 anos, diz ainda que o Zorra é para ela uma família, um programa  que dá estabilidade, que sempre renova o contrato e que não grava muito quanto uma novela dando tempo para fazer teatro que   é o  que ela mais gosta  de fazer. Helga diz ainda que  foi no teatro que o  Diretor  Maurício Sherman descobriu seu talento de fazer humor.
Victor Maia companheiro de Helga no musical “Aurora da Minha Vida” diz que é uma responsabilidade muito grande fazer este espetáculo que já existe há 30 anos, um espetáculo  que tem uma história dentro da dramaturgia  teatral brasileira, que  lançou Marieta Severo, Pedro Paulo Rangel . Segundo Victor Fazer uma montagem 30 anos depois,  transformada em musical, uma estética muito em alta no teatro atual, aumenta ainda mais o compromisso de responsabilidade. “É muito difícil fazê-lo  porque o texto é muito fácil,  mas os personagens são muito complexos, é  difícil  mas  é delicioso ver o publico emocionado com as coisas que elas reviveram e que são mostradas no palco. A gente se emociona todos os dias em todos os espetáculos, pois, a casa está sempre cheia coisa que não é muito fácil atualmente” diz Victor.



  Indagado Sobre as diferenças do mundo retratado na escola dentro  do texto e o  mundo escolar atual  Victor fala   que além de  ser ator é também professor. Segundo ele a escola vem trazendo um corpo novo com finalidade de  integrar e respeitar o espaço dos alunos e propor  novas  organizações. Não  tem mais aquelas carteiras certinhas,  atualmente são circulares com intuito de  não haver uma hierarquia, mas isso  tudo é uma alternativa que ainda não alcançou o seu objetivo. Victor destaca uma frase de Naum dentro do texto  “A escola vai continuar envelhecendo sem mudar”. "A relação entre alunos ainda  são parecidas, pois, a criança é muito verdadeira, o jovem é muito verdadeiro. Tem várias passagens dentro do espetáculo que são referências a muitos assuntos  como o Bulling tema muito discutido dentro das escolas atualmente" afirma o ator.
Por Nice Abreu@falemulher

A magia de vários segmentos no espetáculo do Teatro Mágico.



O Teatro Mágico é um grupo musical que  foi criado em 2003  na cidade Paulistana de Osasco por  Fernando AnitelliEste espetáculo reúne  deferentes elementos  artísticos do teatro,  da musica, poesia, circo e muitas outras que enfatiza o show categoricamente. Muitos personagens sobem ao palco como Deinha Lamego, Andrea Barbour, Fernando Anitelli,Willians Marques, Rafa Black, Mateus Bonassa, Wallace Kyoskys, Silvio Depieri, Ivan Parente, Daniel Santiago. Todos se transformam em grandes personagens caracterizados  se revelando em cada apresentação.


O publico interage completamente estasiados com a apresentação de alegria e profissionalismo de cada personagem.Os integrantes da equipe se apresentam maquiados e vestidos de palhaço trazendo a ideia do "personagem interno" escondido em cada um de nós. As canções são meramente intercaladas  com  ruídos telefônicos, sinais de rádio e mensagens de voz que faz do espetáculo um belo show.
O espetáculo é envolvente com  várias  expressões artísticas e uma  linguagem musical muito popular que agrada todo tipo de público, independente de idade e classe social.

Por Nice Abreu @ falemulher.

sábado, 10 de dezembro de 2011

MOMENTO POÉTICO DEDICADO AOS 91 ANOS DE CLARICE LISPECTOR

                                           91 ANOS DE CLARICE E 24 SEM LISPECTOR

     No dia 10 de Dezembro de 1920 nasce na cidade Tchetchelnik na Ucrânia nossa poeta Clarice Lispector - Aos nove anos, Começa a estudar  piano, hebraico e iídiche e  escreve "Pobre menina rica", peça em três atos, cujos originais foram perdidos.Em 1930 seu pai resolve adotar a nacionalidade brasileira. Cinco anos depois  a família  vem para o Rio de Janeiro onde aluga uma casa em São Cristóvão numa casa alugada perto do Campo de São Cristóvão  mudando depois para a Tijuca. Clarice Inicia sua leitura em 1936 de autores nacionais e estrangeiros mais conhecidos como: Rachel de Queiroz, Machado de Assis, Eça de Queiroz, Graciliano Ramos, Jorge Amado, Dostoiévski e Júlio Diniz. EM 1977 MORRE DE CANCER NO OVÁRIO 
                                









POEMAS:
Há Momentos
Há momentos na vida em que sentimos tanto

a falta de alguém que o que mais queremos

é tirar esta pessoa de nossos sonhos

e abraçá-la.
Sonhe com aquilo que você quiser.

Seja o que você quer ser,

porque você possui apenas uma vida

e nela só se tem uma chance

de fazer aquilo que se quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.

Dificuldades para fazê-la forte.

Tristeza para fazê-la humana.

E esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes

não têm as melhores coisas.

Elas sabem fazer o melhor

das oportunidades que aparecem

em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram.

Para aqueles que se machucam.

Para aqueles que buscam e tentam sempre.

E para aqueles que reconhecem

a importância das pessoas que passam por suas vidas.

O futuro mais brilhante

é baseado num passado intensamente vivido.

Você só terá sucesso na vida

quando perdoar os erros

e as decepções do passado.

A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar

duram uma eternidade.

A vida não é de se brincar

porque um belo dia se morre.

Clarice Lispector
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes… tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? Eu adoro voar!
Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre
Clarice LispectorSaudade
orkut
Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida.

Nossa Truculência


orkut
Quando penso na alegria voraz com que comemos galinha ao molho pardo, dou-me conta de nossa truculência. Eu, que seria incapaz de matar uma galinha, tanto gosto delas vivas mexendo o pescoço feio e procurando minhocas. Deveríamos não comê-las e ao seu sangue? Nunca. Nós somos canibais, é preciso não esquecer. E respeitar a violência que temos. E, quem sabe, não comêssemos a galinha ao molho pardo, comeríamos gente com seu sangue. Minha falta de coragem de matar uma galinha e no entanto comê-la morta me confunde, espanta-me, mas aceito. A nossa vida é truculenta: nasce-se com sangue e com sangue corta-se a união que é o cordão umbilical. E quantos morrem com sangue. É preciso acreditar no sangue como parte de nossa vida. A truculência. É amor também.
 ..Que minha solidão me sirva de companhia. que eu tenha a coragem de me enfrentar. que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo.

Precisão

orkut
O que me tranquiliza é que tudo o que existe, existe com uma precisão absoluta. O que for do tamanho de uma cabeça de alfinete não transborda nem uma fração de milímetro além do tamanho de uma cabeça de alfinete. Tudo o que existe é de uma grande exatidão. Pena é que a maior parte do que existe com essa exatidão nos é tecnicamente invisível. O bom é que a verdade chega a nós como um sentido secreto das coisas. Nós terminamos adivinhando, confusos, a perfeição.
orkut
Sou uma filha da natureza: quero pegar, sentir, tocar, ser. E tudo isso já faz parte de um todo, de um mistério. Sou uma só... Sou um ser. E deixo que você seja. Isso lhe assusta? Creio que sim. Mas vale a pena. Mesmo que doa. Dói só no começo. 
Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.
Clarice Lispector
"Leia o texto abaixo e depois leia de baixo para cima" 
Não te amo mais.
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como sempre quis.
Tenho certeza que
Nada foi em vão.
Sinto dentro de mim que
Você não significa nada.
Não poderia dizer jamais que
Alimento um grande amor.
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
EU TE AMO!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais...
Clarice Lispector
FRASES DE CLARICE
"Que ninguém se engane, só se consegue a simplicidade através de muito trabalho".

"Brasília…Uma prisão ao ar livre"


"Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar".

"Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada".

"Você só terá sucesso na vida quando perdoar os erros e as decepções do passado".


"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... 
Ou toca, ou não toca".

Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.
Clarice Lispector
 

Contos




  

domingo, 4 de dezembro de 2011

3 PEDROS NA PEÇA "UM NUMERO"





O espetáculo "Um Número" que está em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal  conseguiu reunir três Pedros. Dois no Palco com excelente atuação Pedro Paulo Rangel e Pedro Osório e Pedro Neschling que se revela cada dia mais como diretor  no texto  da inglesa Caryl Churchill. 







  Pedro Paulo Rangel interpreta Salter um homem  que descobre a existência de vários clones  e que ele mesmo é um deles. A peça gira em torno de    uma discussão de quem realmente somos. Salter  não consegue  controlar as coisas como gostaria. Vale a pena assistir.

Por: Nice Abreu @falemulher



sábado, 3 de dezembro de 2011

Eduardo Canto conta, canta e encanta a todos.


Eduardo Canto sobe aos palcos com um grande diferencial. Ao invés de começar a cantar ele conta histórias das músicas do repertório da cada show. Depois de trabalhar muito tempo com Oswaldo Montenegro e Guilherme Arantes o cantor  direcionou seu trabalho em lindas canções feitas até o ano de 1950. Com este seu  trabalho Eduardo conquistou um grande público da terceira idade que são seus maiores fâs.
O repertório de cada show é composto de compositores como :  Lupicínio Rodrigues, Nelson Gonçalves, Cartola,  Noel Rosa,  Jamelão e outros. O fale Mulher assistiu ao seu show  na sala Baden Powell e entrevistou Eduardo que nos contou como é feito as pesquisas sobre as histórias das músicas e muitos outros assuntos que vão agradar quem realmente gosta de ouvir o que há de bom dentro da nossa música Popular Brasileira.

FALE MULHERPor que Eduardo Canto?
EDUARDO COSTA:  Meu nome artístico era para ser Eduardo Costa que é meu nome de batismo . Eduardo  Luis Pereira da Costa,  Só que quando  eu fiz o disco com Roberto Menescal  já tinha um Eduardo Costa e não é legal se lançar no mercado com um nome igual. Eu fiz uma pesquisa e ficou Eduardo Canto.

FM: Como é conquistar  e manter  um publico  que na maioria são idosos?
EC:  Aconteceu por um espaço  que existia . Quando eu comecei o trabalho no início do ano 2000 as pessoas não davam espaço, como até hoje não dão,  para os idosos. Eu  vivi no meio musical através de meus  avós, eu convivi com este tipo de música e de pessoas.  Foi através da minha produtora Karla que já tinha um trabalho voltado para  maioridade,  um projeto chamado “Só para maiores”. Nós começamos a suprir este  espaço que não  tinha  ninguém  trabalhando.  Um espaço com  publico de 50, 60 e 70 anos  que viveram esta época,  a era do Rádio, e quando eu entrei neste espaço vazio,  foi este publico que me acolheu, entenderam a minha  proposta e me aceitaram de coração aberto.

FM: O que achei bacana no seu show foi você contar histórias. Como você faz para saber histórias de cada música?
 EC: Na verdade eu escolho as músicas e minha produtora  Karla Maria faz as pesquisas contando as histórias delas que na as vezes  algumas músicas  não tem histórias. Já o Lupicinio Rodrigues a gente encontrou histórias nas quatorze músicas do show. É um trabalho de pesquisas encontrados em livros,  no museu do rádio e outros meios que podemos  pesquisar  e encontrá-las
 FM: Eu senti que você se emociona  em cada música. Você é uma pessoa romântica?
EC: Não! Eu não sou uma pessoa romântica  mas  eu gosto das músicas que tem letras interessantes e que são românticas. Eu acho que inclusive para você  poder passar o sentimento daquilo que você está cantando você tem que realmente  sentir, e naquele momento  é realmente uma entrega para que eu possa passar o melhor, como por exemplo você percebeu.
FM: O QUE MAIS VOCÊ GOSTA DE CANTAR?
EC: Eu  gosto de cantar tudo  o que é bom . Não tenho muito preconceito , eu acho que tudo o que é bom , que sinto, que gosto  que mexa comigo eu canto. Como  eu tenho um trabalho  de resgate,  mais direcionado, então consequentemente  você  vai para estes compositores que tem uma história como Lupicínio Rodrigues, Jamelão , Ataulfo Rosas,  Nelson Cavaquinho, Noel Rosa... A  gente faz um apanhado e sempre acaba nesta história de cantar grandes compositores. Mas  eu não tenho  preconceito  , é que as vezes não cabe no meu show . Mas se alguém me chamar para cantar um bom pagode eu vou  na boa.  
FM :  Pelo que eu soube você já participou de vários festivais em Brasília. Você chegou a ganhar algum?
 EC:  Eu participei de festivais e ganhei um em Brasília o Marisco e o Objetivo, ambos no colégio que  estudei. Depois participei  de dois festivais junto com Oswaldo Montenegro em “Condor” e com o grupo “Rack” que fez um coral com cinqüenta negros e eu estava junto. No início do ano cantei com José Alexandre numa eliminatória em Porto Alegre. É uma emoção muito grande e também  é  muito nervosismo. Eu não gosto muito de festivais porque a gente sofre muito,  mas  não deixa de ser uma coisa muito boa e  diferente.
FM: Como foi para você ser descoberto pelo Oswaldo Montenegro?
EC:  Ele me ajudou muito , sou muito grata a ele,  Se não fosse ele não estaria aqui no Rio de Janeiro estaria em Brasília. A gente tem muita afinidade.  É  um prazer muito grande ter aprendido  muitas coisas com ele  como o comportamento no palco, essas coisas artísticas, muita coisa eu aprendi com ele.
FM: Quando  e  onde vai ser o seu próximo show?
EC:  No mês de dezembro  e em janeiro de 2012 eu vou fazer um roteiro no espaço SESC sobre o Lupicínio Rodrigues.

FM: Na mídia, por que você não aparece na mídia?
EC:  Eu acho que a mídia deve ser espontânea e eu tenho uma que me ajuda muito que é o rádio, O Jornal. A mídia da televisão que é uma mídia paga tem que ter um contato aqui e outro ali. O que a gente tem que fazer é trabalhar,  fazer bem feito, marcar com um bom trabalho  para ser chamado e ai você aproveita bem a chance e eu sei aproveitar bem as minhas  mostrando o belo trabalho que faço.



Por Nice Abreu @falemulher.
fotos: Nice Abreu

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Sura interpreta Cartas de Maria Julieta & Carlos Drummond de Andrade


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Sura Berditchevsky dirige e também atua no monólogo Cartas de Maria Julieta  & Carlos Drummond de Andrade. Este espetáculo é baseado em várias cartas trocadas entre a família  mas  que reflete muito no intenso  carinho entre pai e filha. Sura  comemora seus 40 anos de carreira interpretando por 60 minutos este maravilhoso espetáculo que relata  o relacionamento de cumplicidade entre ambos.





Fiquei impressionada com a interpretação que Sura deu as cartas a quais revelam o respeito que o pai tinha com sua filha. As cartas descrevem toda a trajetória da infância de  Julieta até seus últimos dias de vida. É muito bom poder assistir uma atriz como Sura  Berditchevsky atuando  e ao mesmo tempo dirigindo um espetáculo tão difícil como um monólogo mas que ela o fez como uma suavidade peculiar.
A peça está em cartaz no Teatro Dulcina as quartas e quintas as 19 hs até o dia 15 de dezembro  e nos dias 22 e 23 de dezembro as 19 hs na quinta e sexta.